quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Os imigrantes no Brasil.


A imigração no Brasil deixou fortes marcas na demografia, cultura e economia do país.
Em linhas gerais, considera-se que as pessoas que entraram no Brasil até 1.822, ano da independência, foram colonizadores. A partir de então, as que entraram na nação independente foram imigrantes.
Antes de 1.870, dificilmente o número de imigrantes excedia a duas ou três mil pessoas por ano. A imigração cresceu primeiro pressionada pelo fim do tráfico internacional de escravos para o Brasil, depois pela expansão da economia, principalmente no período das grandes plantações de café no estado de São Paulo.

Contando de 1.872 (ano do primeiro censo) até o ano 2.000, chegaram cerca de 6 milhões de imigrantes ao Brasil.
Desse modo, os movimentos imigratórios no Brasil podem ser divididos em seis etapas:
Ocupação inicial feita por povos nômades de origem asiática que povoaram o Continente Americano entre 10 e 12 mil anos, conhecidos como índios;



Colonização, entre 1.500 e 1.822, feita praticamente só por portugueses e escravos provenientes da África sub-saariana;
Imigração de povoamento no Sul do Brasil, iniciada, em 1.824, por imigrantes alemães e que continuou, depois de 1.875, com imigrantes italianos;
Imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café na região de São Paulo, entre o final do século XIX e início do século XX, com um largo predomínio de italianos, portugueses, espanhóis e japoneses;
Imigração para os centros urbanos em crescimento com italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses, além de várias outras nacionalidades;
Imigração mais recente, reduzida e de pouco impacto demográfico, iniciada na década de 1.970.

A população brasileira foi formada pela união de seus habitantes indígenas aos milhões de imigrantes que chegaram ao longo de quinhentos anos.


A diversidade étnica e cultural do Brasil deve-se em grande parte às diversas nacionalidades que escolheram ou foram obrigadas (no caso dos africanos subsaarianos) a emigrar. A miscigenação de diferentes raças compõe, assim, o rico mosaico étnico-cultural brasileiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil

Os portugueses
A emigração portuguesa para o Brasil, é o movimento populacional de portugueses para o Brasil. Os portugueses constituíram o segundo grupo que mais povoou o Brasil, atrás apenas dos negros africanos. Durante mais de três séculos de colonização, somada à imigração pós-independência, os portugueses deixaram profundas heranças para a cultura do Brasil e também para a etnicidade do povo brasileiro. Hoje, a maioria dos brasileiros têm alguma ancestralidade portuguesa.
Seguido ao descobrimento do Brasil, em 1.500, começaram a aportar na região os primeiros colonos portugueses. Porém, foi só no século XVII que a emigração para o Brasil se tornou significativa. Acompanhando a decadência do comércio na Ásia, as atenções da Coroa Portuguesa se voltaram para o Brasil. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração na economia colonial, chegaram à colônia centenas de milhares de colonos.
Após a independência, na primeira metade do século XIX, a emigração portuguesa ficou estagnada. Cresceu na segunda metade do século, alcançando seu ápice na primeira metade do século XX, quando chegavam ao Brasil, anualmente, 25 mil portugueses.

Nos séculos XVIII e XIX, o Brasil exerceu verdadeiro fascínio sobre os portugueses. O Brasil tinha a imagem de ser o "eldorado", a terra onde era fácil uma pessoa enriquecer. Grande parte dessa ideia se deve à ação dos mineiros e dos brasileiros em Portugal. O mineiro, no século XVIII, era o português que emigrava para as regiões mineradores de Minas Gerais, fazia fortuna e depois voltava rico para Portugal. O brasileiro de torna-viagem ou, simplesmente, brasileiro, por sua vez, era o português que emigrava para o Brasil no século XIX e voltava enriquecido.
As figuras do mineiro e depois do brasileiro faziam parte do imaginário português e foram amplamente retratados na literatura do País. A emigração em massa de portugueses que se deu, no século XVIII, para as regiões mineradoras da colônia e, mais tarde, na virada do século XIX para o XX, em direção ao Rio de Janeiro e a São Paulo se deve, em larga escala, a esse fascínio que os ex-emigrantes criavam na população.

No século XIX e por grande parte do século XX, uma nova onda de imigrantes portugueses chegou ao Brasil. Entre 1.881 e 1.991, mais de 1,5 milhão de pessoas imigraram de Portugal para o Brasil. Em 1.906, por exemplo, viviam 133.393 portugueses na cidade do Rio de Janeiro, compondo 16% da população. O Rio é, ainda hoje, considerada a "maior cidade portuguesa" fora de Portugal.

Não existem números concretos sobre o número de brasileiros com ascendência portuguesa.
Dada a antiguidade da imigração portuguesa para o Brasil - remontante ao século XVI -, seria impossível obter um número exato. Muitos brasileiros de origem portuguesa desconhecem suas origens pelo fato de estarem enraizados no Brasil há gerações e se consideram apenas como sendo brasileiros. Órgãos oficiais estimam, no entanto, que a população luso-descendente direta no Brasil orbita em torno de 5 milhões de pessoas (portugueses que vieram para o Brasil recentemente).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_portuguesa_no_Brasil



A cultura brasileira reflete os vários povos que constituem a demografia desse país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação e convivência dos povos que participaram da formação do Brasil surgiu uma realidade cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas.

Cultura pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo. Outra definição de cultura se refere mais estritamente às artes de caráter mais erudito: literatura, pintura, escultura, arquitetura e artes decorativas.
Formação da cultura brasileira:
O substrato básico da cultura brasileira formou-se durante os séculos de colonização, quando ocorre a fusão primordial entre as culturas dos indígenas, dos europeus, especialmente portugueses, e dos escravos trazidos da África subsahariana. A partir do século XIX, a imigração de europeus não-portugueses e povos de outras culturas, como árabes e asiáticos, adicionou novos traços ao panorama cultural brasileiro. Também foi grande a influência dos grandes centros culturais do planeta, como a França, a Inglaterra e, mais recentemente, dos Estados Unidos, países que exportam hábitos e produtos culturais para o resto do globo.
Os Portugueses:
Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa.
Durante 322 anos o território foi colonizado por Portugal, o que implicou a transplantação tanto de pessoas quanto da cultura da metrópole para as terras sul-americanas. O número de colonos portugueses aumentou muito no século XVIII, na época do Ciclo do Ouro.

Em 1808, a própria corte de D. João VI mudou-se para o Brasil, um evento com grandes implicações políticas, econômicas e culturais. A imigração portuguesa não parou com a Independência do Brasil: Portugal continuou sendo uma das fontes mais importantes de imigrantes para o Brasil até meados do século XX.
A mais evidente herança portuguesa para a cultura brasileira é a língua portuguesa, atualmente falada por virtualmente todos os habitantes do país. A religião católica, credo da maioria da população, é também decorrência da colonização. O catolicismo, profundamente arraigado em Portugal, legou ao Brasil as tradições do calendário religioso, com suas festas e procissões.

As duas festas mais importantes do Brasil, o carnaval e as festas juninas, foram introduzidas pelos portugueses. Além destas, vários folguedos regionalistas como as cavalhadas, o bumba-meu-boi, o fandango e a farra do boi denotam grande influência portuguesa.
No folclore brasileiro, são de origem portuguesa a crença em seres fantásticos como a cuca, o bicho-papão e o lobisomem, além de muitas lendas e jogos infantis como as cantigas de roda.
Na culinária, muitos dos pratos típicos brasileiros são o resultado da adaptação de pratos portugueses às condições da colônia. Um exemplo é a feijoada brasileira, resultado da adaptação dos cozidos portugueses. Também a cachaça foi criada nos engenhos como substituto para a bagaceira portuguesa, aguardente derivada do bagaço da uva.

Alguns pratos portugueses também se incorporaram aos hábitos brasileiros, como as bacalhoadas e outros pratos baseados no bacalhau. Os portugueses introduziram muitas espécies novas de plantas na colônia, atualmente muito identificadas com o Brasil, como a jaca e a manga.
De maneira geral, a cultura portuguesa foi responsável pela introdução no Brasil colônia dos grandes movimentos artísticos europeus: renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo. Assim, a literatura, pintura, escultura, música, arquitetura e artes decorativas no Brasil colônia denotam forte influência da arte portuguesa, por exemplo nos escritos do jesuíta luso-brasileiro Padre Antônio Vieira ou na decoração exuberante de talha dourada e pinturas de muitas igrejas coloniais. Essa influência seguiu após a Independência, tanto na arte popular como na arte erudita.
As primeiras manifestações literárias no país são relatos descritivos sobre o território inseridos no contexto do descobrimento e início da colonização, das quais a mais célebre é a carta de Pero Vaz de Caminha (1.500), descrevendo o encontro entre portugueses e os indígenas. A produção literária no Brasil ganha impulso no período barroco, em que se destacam o poeta Gregório de Matos e o jesuíta Padre Antônio Vieira. No século XVIII surge o Arcadismo, em que se destacam autores como Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga e Basílio da Gama.


Após a Independência, a literatura brasileira, de maneira geral, seguiu os movimentos europeus ao longo dos séculos XIX e ínicio do XX. A preocupação em produzir uma literatura nacional começa com escritores românticos como José de Alencar e Gonçalves Dias, que buscam temáticas brasileiras como o indigenismo e o regionalismo. 
http://deixaeufalar-expressart.blogspot.com.br/2009/03/cultura-brasileira.html



O Real Gabinete Português de Leitura, tradicional biblioteca e instituição cultural lusófona, localiza-se na rua Luís de Camões, número 30, no centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Encontra-se tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
A instituição foi fundada em 1.837 por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses, refugiados políticos, para promover a cultura entre a comunidade portuguesa na então capital do Império. Foi a primeira associação desta comunidade na cidade.
O edifício da atual sede, projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi erguido entre 1.880 e 1.887 em estilo neomanuelino.
Este estilo arquitetônico evoca o exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos Descobrimentos portugueses, denominado como manuelino em Portugal por haver coincidido com o reinado de D. Manuel I.
O Imperador D. Pedro II lançou a pedra fundamental do edifício em 10 de junho de 1.880, e sua filha, a Princesa Isabel, junto com seu marido, o Conde d'Eu, inauguraram-no em 10 de setembro de 1.887.
A fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerônimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e trazida de navio para o Rio. As quatro estátuas que a adornam retratam, respectivamente, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Os medalhões da fachada retratam, respectivamente, os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett.
O interior também segue o estilo neomanuelino nas portadas, estantes de madeira para os livros e monumentos comemorativos. O teto do Salão de Leitura tem um belo candelabro e uma claraboia em estrutura de ferro, o primeiro exemplar desse tipo de arquitetura no Brasil. O salão possui também um belíssimo monumento de prata, marfim e mármore (o Altar da Pátria), de 1,7 metros de altura, que celebra a época dos descobrimentos, realizado na Casa Reis & Filhos no Porto pelo ourives António Maria Ribeiro, e adquirido em 1.923 pelo Real Gabinete.
Aberta ao público desde 1.900, a biblioteca do Real Gabinete possui a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os cerca de 350.000 volumes, nacionais e estrangeiros, encontram-se obras raras como um exemplar da edição "princeps" de Os Lusíadas de Camões (1.572), as Ordenações de D. Manuel (1.521), os Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram (1.539), a Verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo vio e escreveo ho padre Francisco Alvarez (1.540), um manuscrito da comédia "Tu, só tu, puro amor" de Machado de Assis, e muitas outras. Anualmente, recebe cerca de seis mil títulos de Portugal. Há também uma importante coleção de pinturas de José Malhoa, Carlos Reis, Oswaldo Teixeira, Eduardo Malta e Henrique Medina.

Diariamente, recebe, em média, cento e cinquenta visitantes. Entre os seus visitantes ilustres, do passado, encontram-se os nomes de Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio.
O Real Gabinete edita a revista Convergência Lusíada (semestral) e promove cursos sobre Literatura, Língua Portuguesa, História, Antropologia e Artes, destinados principalmente a estudantes universitários.
A história da Academia Brasileira de Letras está ligada à do Real Gabinete, uma vez que as cinco primeiras sessões solenes da Academia, sob a presidência de Machado de Assis, foram aqui realizadas.

A 5 de Julho de 1.946 foi feito Oficial da Ordem Militar de Cristo, a 19 de Agosto de 1.947 foi feito Comendador da Ordem de Benemerência, a 9 de Abril de 1.981 foi elevado a Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo e a 13 de Julho de 1.990 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Real_Gabinete_Portugu%C3%AAs_de_Leitura


O Paço Imperial é um edifício colonial localizado na atual Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro, Brasil.

Construído no século XVIII para residência dos governadores da Capitania do Rio de Janeiro, passou a ser a casa de despachos, sucessivamente, do Vice-Rei do Brasil, do Rei de Portugal Dom João VI e dos imperadores do Brasil. Atualmente é um centro cultural.
Pela sua importância histórica e estética, o Paço Imperial é considerado o mais importante dos edifícios civis coloniais do Brasil.
A história do edifício começa em 1.733, quando o governador Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadela, pede ao rei D. João V licença para edificar uma casa de governo no Rio. Cerca de 1.738 começa a construção do edifício, seguindo o projeto do engenheiro militar português José Fernandes Pinto Alpoim, no Largo do Carmo (ou da Polé), atual Praça XV, no centro da cidade colonial.

A nova Casa dos Governadores foi inaugurada em 1.743. Aproximadamente na mesma época o Largo sofreu outras intervenções urbanísticas importantes, com a construção das casas de Telles de Menezes do lado oposto ao do Paço (também projetadas por Alpoim) e a inauguração de um chafariz, trazido de Lisboa, no centro do largo.
Alpoim aproveitou os edifícios pré-existentes no local, o Armazém Real e a Casa da Moeda, na nova edificação, acrescentando dois pisos novos com janelas com pequenas sacadas e molduras de vergas curvas, na época uma novidade no Brasil.

No interior há uma bela portada em pedra de lioz e vários pátios para a circulação, e o acesso aos pisos superiores se dá por uma bela escadaria. Até 1.808 a Casa da Moeda e o Real Armazém continuaram a funcionar no térreo.
Em 1.763, com a transferência da sede do Vice-Reino do Brasil de Salvador para o Rio, a Casa dos Governadores passou a ser a casa de despachos do Vice-Rei, o Paço dos Vice-Reis.
Em 1.808, com a chegada ao Rio da família real portuguesa, o edifício é promovido a Paço Real e usado como casa de despachos do Príncipe-Regente (e depois Rei) D. João VI. Nessa época o Paço sofreu obras de adaptação, tendo sido acrescentado um novo andar central à fachada voltada para a Baía da Guanabara. Os interiores foram redecorados e o Paço ganhou uma Sala do Trono, onde ocorria a tradicional cerimônia do Beija-mão.
Também se construiu um passadiço ao vizinho Convento do Carmo, onde se instalou a Rainha D. Maria I.
Para a aclamação do rei D. João VI foi construída a "Varanda", um anexo monumental entre o Paço e o Convento do Carmo, onde se realizou a cerimônia. A mesma Varanda foi utilizada nas coroações de D. Pedro I e D. Pedro II, sendo demolida ainda durante o Segundo Reinado.
Após a Independência do Brasil, o edifício passou a Paço Imperial, sendo chamado também de Paço do Rio de Janeiro, funcionando como despacho e residência eventual para D. Pedro I e depois para D. Pedro II . No interior há uma sala, o Pátio dos Arqueiros, que ainda mantém a decoração em estuque original da década de 1.840. Neste período a fachada recebeu o acréscimo de uma platibanda em torno do terceiro andar e que ocultava o telhado.
Foi no Paço que, a 9 de janeiro de 1.822, D. Pedro I decidiu ficar no Brasil e não voltar a Portugal (Dia do Fico). Também foi numa das salas do Paço que a Princesa Isabel assinou, dia 13 de maio de 1.888, a Lei Áurea, libertando os escravos. O Paço Imperial foi ainda o primeiro local fotografado na América Latina. Em 1.840, o Abade Compte fez a primeira fotografia do Brasil, mostrando o Paço e o largo adjacente.
Após a Proclamação da República, as propriedades da Família Imperial e seus bens foram arrestados e leiloados. O Paço foi transformado em Agência Central dos Correios e Telégrafos. A decoração interna - estuques, pinturas e decoração - foi destruída e dispersa. A platibanda foi retirada para a expansão do terceiro andar, que passou a ocupar toda extensão do prédio. O pátio central foi ocupado e a fachada alterada com a introdução de frontões em estilo neo-colonial.

Em 1938 houve o tombamento do prédio e só em 1.982 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional restaurou o Paço à forma que tinha em 1.818.
Atualmente o Paço Imperial é um Centro Cultural onde ocorrem mostras dos mais variados tipos (pintura, fotografia, escultura, cinema, música, etc). O Paço dispõe de uma biblioteca de arte e arquitetura (Biblioteca Paulo Santos) e várias lojas (livraria, disqueria, restaurante).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%A7o_Imperial


De onde vem o Português da padaria?
por Marcos Grinspum Ferraz* 

“Flor do Minho”, “Dom João VI”, “Lisboa”, “Flor de Coimbra”, “Cabral”, “Estado Luso”, “Nova Portuguesa”, “Camões”, “Do Porto”, “Lusitana” e até mesmo “Salazar”. São todos nomes de padarias paulistanas, que explicitam um pouco a origem lusa de nossas casas de pães. Pois o fato é que, no Brasil, sempre que pensamos em padarias pensamos na figura do imigrante português.
Mas é fato, também, que muito pouco sabemos sobre essa história, ou melhor, sobre o porquê da existência dessa figura já folclórica no país: o “português da padaria”. Interessado no assunto, acabei descobrindo um tanto de coisas. Vamos lá.
Quem já viajou para outros países certamente reparou que não há pelo mundo padarias como a brasileira. Em geral, existem locais que fazem e vendem o pão, mas não espaços onde se pode sentar, comer sanduíches, pizzas e almoçar; tomar café, suco e cerveja; comprar frios, bebidas e até revistas.

O curioso é que a nossa padaria, tão tipicamente brasileira e que domina as cidades do país, foi criada não por nativos da terra, mas principalmente por portugueses, em um modelo que não existe nem mesmo em Portugal. Por isso podemos chamá-las, aqui, de luso-brasileiras.
GRANDES MIGRAÇÕES
Apesar de os portugueses terem “descoberto” o Brasil ainda em 1.500, a época em que vieram em maiores fluxos para nosso país vai de meados do século 19 a meados do século 20, na época das “grandes migrações”. Entre 1.855 e 1.914, por exemplo, as estatísticas de Portugal registram cerca de 1,3 milhões de saídas, e quase 90% delas são rumo ao Brasil.
Ou seja, em um período de vacas magras na terrinha, os imigrantes – principalmente jovens e do sexo masculino – vinham em busca de novas oportunidades e de uma vida melhor.
Entre os milhares de portugueses que desembarcavam em portos brasileiros, uma parte seguia diretamente para o campo, para trabalhar nas plantações. Eram parte, também, do projeto de “branqueamento” da população levado a cabo pelo Estado. Outro grupo, mais numeroso, ia diretamente para as cidades, sendo Rio e São Paulo os principais destinos. Apesar de saídos principalmente das zonas rurais de Portugal, a vontade maior dos que chegavam ao Brasil era de viver nas áreas urbanas, que prometiam mais dinheiro no bolso e maiores oportunidades de ascensão social.
Eles se estabeleceram nas mais diversas profissões – desde jornaleiros, sapateiros, taberneiros, leiteiros e vendedores de roupas até funcionários da construção civil ou da grande indústria que florescia nas novas metrópoles. Muitos se tornaram também pequenos empresários, e abriram negócios para suprir as novas demandas de consumo de uma população urbana em rápido crescimento no Brasil. Demandas como, por exemplo, por pão.
Com a forte presença de imigrantes de todo o mundo e com o acelerado crescimento das cidades, novos costumes e hábitos alimentares foram se difundindo.
A farinha de trigo, por exemplo, começou a ocupar o lugar das farinhas de milho ou mandioca, com as quais se fazia o pão. Até então, pelo meio do século 19, o ramo era comandado principalmente por mulheres, com uma produção ainda caseira e um sistema de distribuição apenas de entrega nas casas e venda nas ruas.
A mudança no quadro se deu pelas mãos de portugueses, espanhóis e, no primeiro momento, principalmente italianos. Surgiram então as primeiras padarias, dominadas por homens, onde se fazia e vendia o pão, com uma estrutura que permitia uma produção regular e em maior escala.

Com farinha de trigo importada e fermentação natural, eles produziam o chamado pão caseiro – mais duro e que durava dias –, em padarias como a portuguesa “Santa Teresa” (1.872) – hoje a mais antiga em funcionamento no país, em São Paulo – ou a italiana “Popular” (1.890).

O DOMÍNIO PORTUGUÊS
Virada para o século 20 e o domínio português no setor já começava a dar sinais. O motivo principal: a invenção do popular pão francês, que de francês só tem o nome. A propagação do uso do fermento biológico, que permitia uma produção rápida, foi sabiamente aproveitada pelos padeiros portugueses, que “lançaram” no mercado o tal pão, pequeno e macio, que saia em várias fornadas ao dia. Os italianos, por sua vez, seguiram fazendo pães mais duros, de casca grossa, que duravam alguns dias nas bancadas. Nada contra os italianos e suas saborosas receitas, mas é claro que o pão francês, fresquinho em diferentes horários, dominou o mercado.
Padaria do Floriano Nunes, em Assis (SP), em 1.936.
As entregas feitas em casa com pequenas carrocinhas puxadas por burros também ajudaram os portugueses a ganhar a freguesia. Os clientes viravam fiéis a uma ou outra padaria e a um ou outro carroceiro, criando uma relação de intimidade que envolvia exigências de qualidade e a possibilidade de comprar fiado.
Assim, já em 1938, dos 298 sócios registrados no Sindicato dos Industriais de Panificação de SP, 52,4% eram portugueses, seguidos por 26% italianos e 17% brasileiros.
Nas padarias de portugueses do início do século 20, diferentemente de hoje, os lusos ocupavam todos os cargos: eram desde os donos até os masseiros, forneiros, carvoeiros e carroceiros. Vale lembrar que a nacionalidade em comum não impedia o surgimento de conflitos de classe dentro das padarias. Para funcionar até 20 horas por dia, todos os dias da semana, os patrões impunham jornadas aos funcionários de até 18 horas.
Muitos jovens moravam dentro das próprias padarias, em cômodos precários cedidos pelos proprietários, perto de fornos, de modo que o controle sob suas vidas era quase total.
Nas décadas seguintes, em meio a demoradas melhoras nas condições de trabalho – resultado de muitas lutas –,  o domínio português no setor da panificação se tornou quase total.
Entre os anos 1.950 e 1.960 – quando desceram aqui mais cerca de 240 mil imigrantes lusos – os portugueses chegaram a ser cerca de 90% dos donos de padarias em São Paulo, e dominaram o ramo  também em Santos, Rio de Janeiro, Belém-do-Pará etc. As padarias foram sendo passadas de pai para filho, como ainda o são em muitos casos, assim como foram transmitidas as técnicas dos padeiros e forneiros. Diferentemente de hoje, em que cursos de formação são comuns, aprendia-se a fazer o pão trabalhando.
AS NOVAS PADARIAS
Hoje, século 21, qualquer bairro ainda tem alguma boa e velha padaria tradicional. Mas as padarias modernas, que dominaram a cena, são diferentes. Cupcakes, sushis, carnes, saladas, frutas, comidas congeladas, vinhos, champanhes e por aí vai; tudo pode ser comprado na padaria. Pois a partir dos anos 1.990 um novo modelo revolucionou o setor, após a constatação de que a demanda por produtos “chiques” subia e que a competição com as lojas de conveniência e supermercados aumentava.
Desse modo, temos hoje as padarias que ficam abertas 24 horas, com estacionamentos e caixas eletrônicos, farmácias etc.
E, sim, mais uma vez o processo de mudança foi comandado por portugueses e por seus descendentes. Dessa vez, por uma nova geração que teve boa formação e usufruiu de melhores condições de vida que seus pais e avós. A “Dona Deôla”, por exemplo, criada pelos netos da padeira portuguesa Dona Deolinda, se tornou uma bem-sucedida rede e está abrindo a 5a filial. A “Casa dos Pães”, no nobre Jardim América, emprega 520 funcionários, recebe cerca de 8 mil visitantes por dia e vende aproximadamente 900 mil pães por mês. O estabelecimento, claro, é comandado por filhos e netos de imigrantes portugueses.
Assim, cerca de 150 anos após seu surgimento, a padaria brasileira é, paradoxalmente, uma instituição nacional e ainda um lugar um tanto “português”. Em 2.007, quando o time da Portuguesa lutava para voltar à primeira divisão do campeonato nacional, os donos de padaria de São Paulo organizaram uma grande arrecadação de dinheiro para premiar os jogadores, caso eles conseguissem levar o clube de volta a elite do futebol. E deu certo.

Está claro: mesmo servindo ciabatta, brioche, pão preto, sushi ou cupcake, as padarias brasileiras certamente não abandonarão tão cedo os pasteis de Belém e de Santa Clara, nem os seus nomes ligados à história de Portugal.

*Marcos Grinspum Ferraz, jornalista e saxofonista da banda Trupe Chá de Boldo mantém a coluna mensal Verbo Sonoro, sobre cultura e música. 
http://www.notaderodape.com.br/2013/03/de-onde-vem-o-portugues-da-padaria.html


Os italianos



O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, embora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. Corresponde aproximadamente à região localizada entre as ruas Major Diogo, Avenida Nove de Julho, Rua Sílvia e Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no distrito da Bela Vista, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica dependendo da fonte.

Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista. A tradição e a religiosidade italianas, que são fortemente mantidas e as inúmeras cantinas existentes no bairro são grandes atrativos turísticos. No bairro situa-se a sede da escola de samba Vai-Vai, que até 2.006 realizava ensaios pelas ruas do bairro.




Escadaria do Bixiga
Ao lado da Praça Dom Orione, fica a escadaria que une a parte baixa do bairro à alta, na Rua dos Ingleses, dando acesso por um lado ao Museu dos Óculos, Museu Memória do Bixiga e Teatro Ruth Escobar, e do outro às famosas cantinas italianas e feira de antiguidades. A escadaria já foi palco de muitos filmes e peças publicitárias.






Casarão construído em 1.918 na rua dos Ingleses, que abriga o Museu dos Óculos Gioconda Giannini, com acervo de 700 peças, entre peças que contam a história dos óculos, com modelos raros e antigos como uma coleção chinesa do século XVIII com estojo de escamas de peixes, além de outros itens que pertenceram a celebridades como Jô Soares, Regina Duarte, Elis Regina, dentre outros.

A Festa de Nossa Senhora Achiropita, é realizada todos os anos durante os fins de semana de agosto. Comemorada desde 1.926, originalmente por imigrantes italianos da região da Calábria, é hoje uma das festas mais tradicionais da capital paulistana. O evento conta com o trabalho de cerca de 900 funcionários, e toda a renda é revertida para obras sociais da paróquia. Segundo a organização, são consumidas onze toneladas de macarrão, cinco toneladas de mozarela e dez mil litros de vinho, entres outros produtos, para um público estimado em duzentas mil pessoas nos cinco fins de semana da festa.
Entre outras curiosidades do evento, destacam-se a equipe das focaccias, com 130 pessoas, responsável por uma incrível produção de dez mil unidades por noite, e a procissão em louvor a Nossa Senhora pelo bairro, em que é confeccionado o tapete artístico de serragem na Rua São Vicente.
O sotaque italianizado é uma das características culturais do bairro, que foi explorada na música de Adoniran Barbosa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bixiga


Caxias do Sul é um município do estado do Rio Grande do Sul, na Região Sul, no Brasil. A cidade foi erguida onde o Planalto de Vacaria começa a se fragmentar em vários vales, sulcados por pequenos cursos de água, com o resultado de ter uma topografia bastante acidentada na sua parte sul.
A área era habitada por índios caigangues desde tempos imemoriais, mas estes foram desalojados violentamente pelos chamados "bugreiros" , abrindo espaço, no final do século XIX, para que o governo do Império do Brasil decidisse colonizar a região com uma população europeia. Desta forma, milhares de imigrantes, em sua maioria italianos da região do Vêneto, mas com alguns integrantes de outras origens como alemães, franceses, espanhóis e polacos, cruzaram o mar e subiram a serra gaúcha, desbravando uma área ainda quase inteiramente virgem.
Depois de um início cheio de dificuldades e privações, os imigrantes conseguiram estabelecer uma próspera cidade, com uma economia baseada inicialmente na exploração de produtos agropecuários, com destaque para a uva e o vinho, cujo sucesso se mede na rápida expansão do comércio e da indústria na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo, as raízes rurais e étnicas da comunidade começaram a perder importância relativa no panorama econômico e cultural, à medida que a urbanização avançava, formava-se uma elite urbana ilustrada e a cidade se abria para uma maior integração com o resto do Brasil.
Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas houve uma séria crise entre os imigrantes e seus primeiros descendentes e o meio brasileiro, quando o nacionalismo foi enfatizado e as manifestações culturais e políticas de raiz étnica estrangeira foram severamente reprimidas. Depois da Segunda Guerra Mundial a situação foi apaziguada, e brasileiros e estrangeiros passaram a trabalhar concordes para o bem comum.
Antes da chegada dos imigrantes italianos, no século XIX, a região era habitada por índios caingangues. Daí, vem sua denominação antiga: Campo dos Bugres. Por ali, também passavam tropeiros em seus deslocamentos entre o sul do estado e o centro do país. Na região, os jesuítas tentaram fundar algumas reduções, embora sem sucesso.
Na segunda metade do século XIX, em virtude da guerra de unificação italiana, aquele país europeu se encontrava em grave crise social e econômica, e os agricultores empobrecidos já não conseguiam garantir a subsistência. Nesta época, o governo imperial do Brasil decidiu empreender a colonização de áreas desabitadas do sul do país, incentivando a vinda de imigrantes da Itália, após o bom sucesso da iniciativa semelhante com o elemento germânico. A área escolhida era então conhecida como Fundos de Nova Palmira, região formada por terras devolutas, delimitadas pelos Campos de Cima da Serra, ao norte e pela região dos vales, ao sul, de colonização alemã.
Em 1.875, chegaram os primeiros colonos, em sua grande parte oriundos da região do Vêneto, após enfrentarem a árdua travessia do Oceano Atlântico, que durava cerca de um mês, em navios superlotados e onde as mortes por doenças e más condições gerais eram comuns. Inicialmente, os imigrantes aportavam no Rio de Janeiro, onde permaneciam em quarentena na Casa dos Imigrantes. Embarcavam em um vapor até o sul, chegando a Porto Alegre, onde eram encaminhados ao antigo Porto Guimarães, hoje o município de São Sebastião do Caí.
Em seguida, subiam a serra, atravessando a região ainda praticamente selvagem, até chegarem ao seu destino: a área onde, hoje, é Nova Milano. Dali, se transferiram, a partir de 1.876, para a chamada Sede Dante, local da futura Caxias do Sul, o centro administrativo da colônia, a primeira a ser demarcada na região, onde eram recebidos num barracão de madeira - donde o epíteto Barracão também atribuído à pequena sede colonial.


Depois, distribuíram-se nos lotes rurais a eles atribuídos pelo governo. Um ano depois, já se encontravam, no local, cerca de 2.000 colonos. Em 11 de abril de 1.877, a denominação oficial do lugar passou a ser Colônia Caxias, em homenagem ao Duque de Caxias.

Em 1.925 foi comemorado o cinquentenário da imigração italiana no Brasil, num período que se mostrou extremamente propício para se iniciar uma consagração pública dos sucessos já alcançados e consolidados, objetivando primeiramente integrar as elites coloniais no panorama histórico estadual, até então dominado pelas representações pastoris-latifundiárias dos descendentes de portugueses. Nesse contexto, a Festa da Uva passou a constituir o maior evento profano da cidade, associando a glorificação do trabalho dos italianos com as possibilidades do festejo como um importante fórum econômico.
O interesse pelo passado fez o governo municipal reestruturar e reabrir em 1.975 o Museu Municipal e criar o Museu Ambiência Casa de Pedra, dois dos hoje mais importantes museus históricos da cidade. Em 1.976 foi fundado o Arquivo Histórico Municipal e na década seguinte foi criado o Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura, iniciando um trabalho de preservação e resgate das tradições imateriais, do legado artístico e da herança arquitetônica italianas, que estavam de fato desaparecendo rapidamente sob uma onda de progresso que tinha pressa de acontecer.
O trabalho dessas instituições, que se baseia em uma consciência de que o progresso pode conviver com o passado, junto com a atuação de grupos artísticos como o Miseri Coloni, de teatro realizado no dialeto característico da região, o talian, são forças ativas que lutam por preservar e revitalizar aspectos importantes da tradição italiana, reinserindo-os com uma leitura crítica na vida de uma cidade que se torna cada dia mais cosmopolita.

A Festa da Uva é a principal festividade de Caxias do Sul, dedicada a celebrar a colonização italiana e reavivar as tradições históricas da comunidade. Realiza-se a cada dois anos desde 1.931, e anima toda a cidade em uma variedade de eventos que se desenrolam nos quinze dias de sua duração.
No Parque de Exposições são montados centenas de estandes que apresentam os produtos agrícolas típicos da região, naturalmente com destaque para a uva, além de outras seções darem uma amostragem da atividade local nos setores da culinária, da indústria e do comércio. Acontecem também shows de música, teatro, danças, distribuição gratuita de uva, exposições temáticas, artísticas e históricas, jogos desportivos típicos da vida colonial como arremesso de queijo, amassamento de uva com os pés e corrida de tratores, as cantinas e vinícolas se abrem para os turistas, mas o evento mais marcante é o desfile de carros alegóricos, que ilustram vários aspectos do tema proposto para cada edição.

No desfile aparecem a rainha e as princesas da Festa, consideradas verdadeiras embaixatrizes da cidade, divulgando-a em outros lugares. Embora os imigrantes italianos sejam os protagonistas da Festa, outras etnias que participaram da construção da cidade também são representadas e homenageadas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caxias_do_Sul

Os espanhóis

Estima-se que quinze milhões de brasileiros sejam descendentes de imigrantes espanhóis, a maioria vivendo em São Paulo.
Os espanhóis começaram a sair da Espanha por causa da crise no país. No início eles vieram para os países hispânicos. Porém, esses países também entraram em crise e os imigrantes vieram trabalhar nas fazendas de café, interior de São Paulo.
As fazendas de café estavam começando a crescer no país e era uma boa oportunidade de trabalho para os imigrantes, principalmente saindo de um país em crise.
Os imigrantes espanhóis no Brasil vieram de diversas regiões da Espanha, principalmente da Galícia e de Andaluzia. Os espanhóis estão entre os primeiro povos que imigraram para o Brasil. Fontes de Portugal já indicavam a existência de 53 migrantes galegos no Rio de Janeiro entre 1.853 e 1.860. A maioria se assentou nas capitais e nos centros urbanos, sendo em sua maioria indivíduos do sexo masculino.
foto de Andaluzia, Espanha. lugar de onde veio parte dos imigrantes
Tradições mantidas
As tradições que foram mantidas com maior veemência foram: culinária e danças.Exemplos de culinária: A paella, que consiste em um farto risoto de frutos do mar, galinha e chouriço, é o prato mais conhecido e o jamón (presunto cru) uma das principais iguarias. Exemplos de danças: Flamenco e Sevilhanas.
foto da dança flamenco
Regiões onde os espanhóis se estabeleceram
Quando os imigrantes espanhóis chegaram ao Brasil eles se estabeleceram em grandes centros urbanos, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, além das cidades do interior, onde trabalhavam em grandes fazendas de café. A maioria dos imigrantes espanhóis que chegaram ao Brasil se estabeleceu em regiões com fazendas, onde podiam praticar a agricultura.
Setores da economia em que atuam
Quando chegavam ao Brasil, os Espanhóis trabalhavam, principalmente, nos cafezais paulistas e em outras fazendas da região. Após um tempo, eles começaram a trabalhar nas indústrias do país, que começavam a se desenvolver e crescer. Atualmente, os espanhóis atuam, na maioria, no comércio e em outros tipos de serviços, ou seja, o setor Terciário.
foto de trabalhadores nos cafezais paulistas.
Contribuições para a cultura brasileira
As contribuições dos espanhóis para a cultura brasileira foram: a culinária, presente em muitos restaurantes típicos aqui no Brasil e com temperos presentes em diversos tipos de comida brasileira. Além disso, os espanhóis colaboraram com as suas danças, que são muito populares nas grandes cidades brasileiras. A literatura brasileira também foi fortemente influenciada pela espanhola, como é possível perceber em alguns clássicos livros do Brasil
Discriminações sofridas no Brasil

Os espanhóis que vinham para o Brasil sofriam preconceito ao procurar empregos, achados somente em cafezais e em alguns empregos de menor expressão, disputados com negros e ex-escravos, com tratamento semi-escravo, onde os espanhóis eram maltratados, recebiam mal e trabalhavam bastante. Além disso, as suas moradias eram juntas com as moradias de alguns ex-escravos que eram ignorados por grande parte da população.
http://imigracaoespanholabrasil.blogspot.com.br/

Os japoneses
A Liberdade é um bairro turístico da cidade de São Paulo, localizado parte no distrito da Liberdade e parte no distrito da Sé. É conhecido como o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão.
A presença japonesa no bairro começa quando em 1.912 os imigrantes japoneses começaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde na parte baixa havia um riacho e uma área de várzea.
Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todos os imóveis tinham porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores.
Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.
Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”.
Em 1.915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas.
Em 1.932 eram cerca de 2 mil os japoneses na cidade de São Paulo. Eles vinham diretamente do Japão e também do interior, após encerrarem o contrato de trabalho na lavoura. Todos vinham em busca de uma oportunidade na cidade.


Cerca de 600 japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros moravam nas ruas Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, dos Estudantes e Tomás de Lima (hoje Mituto Mizumoto), onde em 1.914 foi fundado o Hotel Ueji, pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo. Os japoneses trabalhavam em mais de 60 atividades, mas quase todos os estabelecimentos funcionavam para atender a coletividade nipo-brasileira.
Em 12 de outubro de 1.946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, o primeiro no pós-guerra entre os nikkeis. Em 1º de janeiro de 1.947 foi a vez do Jornal Paulista. 
No mesmo ano foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), ainda hoje presente no bairro da Liberdade, que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A agência de viagens Tunibra inicia as atividades no mesmo ano. Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 1.947, no auditório do Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade.
Em 23 de julho de 1.953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1.500 espectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes diferentes produzidos no Japão, para o entretenimento dos japoneses de São Paulo. A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas. Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia – atual sede da Associação Aichi Kenjin kai), Joia (na praça Carlos Gomes – hoje casa de shows) e Tokyo (rua São Joaquim – também igreja).
Em abril de 1.964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô) na esquina das ruas São Joaquim e rua Galvão Bueno.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade_(bairro_de_S%C3%A3o_Paulo)


Bastos é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º55'19" sul e a uma longitude 50º44'02" oeste, estando a uma altitude de 445 metros. Sua população estimada em 2.010 era de 20.445 habitantes.





O nome do município originou-se da Fazenda Bastos, propriedade de Henrique Bastos, pai de Charles Bastos. E foi nessas mesmas terras que ocorreu a fundação do município, em 18 de junho de 1.928, por Senjiro Hatanaka, enviado pelo governo japonês para procurar terras para receber as levas de imigrantes japoneses.


Após ciclos de culturas como o café, algodão, sericicultura, a partir de 1.957, o município descobriu sua vocação econômica: a avicultura de postura.

O município tem o maior plantel de galinhas de postura do país sendo assim, o município com a maior produção de ovos do Brasil, por isso a auto-intitulação de "capital do ovo". Bastos também é o município brasileiro sede da Festa do Ovo. Tal festival reúne não só uma exposição com inovações e produtos utilizados no setor aviário, como também shows e entretenimento em geral para a população de Bastos e região.

A Festa do Ovo é um evento de repercussão internacional e oficialmente reconhecido pelo Governo do Estado de São Paulo na cidade de Bastos constando inclusive, no Calendário de Eventos Agropecuários da Secretaria de Agricultura e Abastecimento; no Calendário de Feiras e Exposições da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico; no Calendário de Eventos Turísticos da Secretaria de Esportes e Turismo, do Ministério da Agricultura, de Turismo e da EMBRATUR.
Trata-se do único acontecimento desta natureza realizado no País, haja vista que Bastos foi fundado por imigrantes japoneses, é o único Município que ainda conserva os traços dessa origem nos usos e costumes, na manutenção da tradição milenar do povo japonês aqui introduzido e adaptado por velhos imigrantes, e por mantermos o cod-nome de Capital do Ovo por sermos o maior produtor de ovos da América Latina.
É nesta época que esta pequena Cidade se torna grande com o fluxo de milhares de visitantes que se deslocam dos mais diversos pontos do País para apreciarem a exuberância deste acontecimento, o número dos quais já ultrapassaram o limite de 100 mil pessoas. E esta repercussão se deve ao fato de que a Festa do Ovo é um evento organizado em moldes totalmente diferentes das demais iniciativas desse gênero pois ela não se restringe apenas e tão somente à mostra e comercialização de produtos hortifrutigranjeiros.
Há, no complexo Recinto Permanente de Exposições Kisuke Watanabe, construído pelo Governo do Estado somente para esta finalidade, uma variada mostra e comercialização que vai desde máquinas e implementos agrícolas, produtos para a avicultura (rações, insumos, vacinas, medicamentos), equipamentos para indústrias, veículos, informática e comércio em geral numa área de 40 mil metros quadrados.
E concomitantemente à Festa do Ovo, é realizado também em inúmeras outras exposições tais como: Orquídeas, Fotografias, Ikebana (arranjos florais), filatelia e numismática, bordados, pedras curiosas e outras que atraem a atenção de todos os visitantes, além das apresentações da cultura japonesa tais como: o Cerimonial do Chá, danças, bailados e teatro amador, o Encontro Nacional de Avicultores e Jornada Técnica.
Durante todos os dias do evento são realizados shows artísticos com a presença de cantores e bandas locais, regionais e os consagrados artistas do cenário nacional, além da montagem de Parque de diversões e uma completa Praça de Alimentação com a culinária de todos os tipos, em especial a japonesa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bastos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_do_Ovo



Tomé-Açu é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º25'08" sul e a uma longitude 48º09'08" oeste, estando a uma altitude de 45 metros. Sua população estimada em julho de 2.009 era de 48.607 habitantes.

Segundo Violeta Loureiro, na sua construção da História Social e Econômica da Amazônia, refere-se que, no ano de 1.926, se dirigiu ao Pará um grupo de cientistas japoneses que tinham como missão localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia através do desenvolvimento de culturas, assim como de práticas modernas de cultivo.
O resultado do trabalho levou à identificação de áreas no Estado do Amazonas (em Manacapuru) e no Estado do Pará (Baixo Amazonas, Santarém e Tomé-Açu).
Com a implantação da Companhia Nipônica de Plantação do Brasil em 1.929, a Fazenda Bela foi vendida à Companhia Nipônica, que instalou na Fazenda Bela Vista a Administração Central da Companhia, quando chegaram os primeiros colonos japoneses (42 famílias, num total de 189 pessoas) as mesmas que, amparadas por certo volume de capital, assim como por uma tradição milenar na agricultura, ficaram instaladas no lugar.
No início as famílias plantavam arroz e hortaliças, onde encontraram o desafio de escoar a produção.
No ano de 1.933 houve uma fatalidade, de forma a ter reflexos na comunidade japonesa de Tomé-Açu, após a morte de uma imigrante a caminho do Brasil o navio com imigrantes japoneses teve de aportar em Singapura, o chefe da embarcação comprou 20 mudas de pimenta-do-reino, que viria a ser chamado de "diamante negro" da Amazônia. Através dos imigrantes japoneses Tomé-Açu tornou-se então o maior produtor mundial de pimenta-do-reino, onde cinco mil toneladas eram colhidas por ano, após a Segunda Guerra Mundial. Mesmo após a decadência da pimenta-do-reino, hoje, Tomé-açu contínua sendo a maior produtora brasileira da especiaria.
Mesmo suas plantações sendo atacadas pela fusariose, os japoneses não desistiram da pimenta-do-reino, combateram a doença, mas isso abriu oportunidades para os imigrantes japoneses começarem o cultivo de outras culturas tropicais, como a açaí, também chamado de "diamante negro", onde o Pará se destaca como principal produtor da fruta. O crescimento das exportações do açaí foi de tal forma que chegou a despertar atenção de grandes jornais como o francês “Le Monde” e o norte-americano “The New York Times”.
Através dos japoneses a região também se transformou na maio produtora brasileira de acerola do Brasil. Sendo na região do Nordeste Paraense a principal referencia.
Também pela decadência da pimenta-do-reino por causa da fusariose na década de 1.970 os imigrantes japoneses começaram a plantar cacau, que ganhou destaque e fez de Tomé-Açu o 6º maior produtor do estado. Sendo que quase 100% de todo o cacau produzido em Tomé-Açu segue o Sistema Agroflorestal, o SAF, tornando Tomé-Açu referência internacional em agricultura sustentável.
Desde 2.008 os agricultores nikkeis de Tomé-Açu produzem o cacau fino de qualidade tão alta quanto ao produzido na Venezuela.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A9-A%C3%A7u


Os holandeses
Holambra é um município brasileiro do estado de São Paulo e microrregião de Campinas, fundada em 27 de outubro de 1.991. Seu nome, junção de Holanda, América e Brasil, se dá em virtude da colônia neerlandesa que se firmou na antiga fazenda Ribeirão. A cidade destaca-se por ter o sétimo melhor índice de qualidade de vida do Brasil e por ter o melhor índice de segurança do país.
Com mão-de-obra qualificada no setor agrícola, o município destaca-se como o maior centro de produção de flores e plantas ornamentais da América Latina. Holambra é considerada oficialmente uma estância turística e anualmente promove a maior exposição de flores da América Latina: a Expoflora.
Em consequência da devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, o governo neerlandês estimulou a imigração de uma parte da população para principalmente a Austrália, o Brasil, o Canadá e a França.

O Brasil foi o único país a permitir a vinda de grande grupos de católicos. Com consentimento do governo neerlandês, a Associação Neerlandesa dos Lavradores e Horticultores Católicos (neerlandês: Katholieke Nederlandse Boer en Tuinders Bond) enviou uma comissão para o Brasil para coordenar a imigração de neerlandeses e para fixar um acordo com o governo brasileiro.
Um grupo de aproximadamente quinhentos imigrantes, provenientes da província Brabante do Norte,(Netherlands) imigram para o Brasil e estabelecem-se na antiga fazenda Ribeirão no estado de São Paulo. Eles fundam em 14 de julho de 1.948 a colônia Holambra I e a Cooperativa Agro Pecuária Holambra, com o objetivo de produzir leite e laticínios. 

Com a vinda de um novo grupo de imigrantes neerlandeses em 1.951 é iniciado o cultivo de flores com a produção de gladíolos, sendo expandido entre 1.958 e 1.965. Em 1972 foi criado o departamento de floricultura para a venda de grande variedades de flores e plantas ornamentais e em 1.989 foi iniciado o leilão de plantas e flores.
Em 27 de outubro de 1.991 98% da população votou a favor da emancipação do distrito, surgindo assim o município de Holambra. O município recebeu em 1.998 o predicado de Estância Turística da Embratur.
Estância turística
Holambra é um dos 29 municípios paulistas considerados Estâncias Turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.
Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de "estância turística", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.





Holambra localiza-se a uma latitude 22º37'59" sul e a uma longitude 47º03'20" oeste, estando a uma altitude de 600 metros em relação ao nível do mar. Sua população estimada em 2.010 era de 11.292 habitantes, segundo CENSO do IBGE. O território de Holambra apresenta um relevo relativamente plano e é banhado pelo rios Jaguari, Camanducaia e Pirapitingui.
Rodovias
SP-107
SP-340
A economia de Holambra é baseada na agricultura, pecuária e turismo.
Agricultura
A agricultura, mais precisamente a floricultura é a principal atividade econômica de Holambra. O município é o maior exportador de flores da América Latina, sendo responsável por 80% da exportação e por 40% da produção do setor florícola brasileiro. As flores são produzidas pelos associados da Cooperativa Agro Pecuária Holambra.


Assim como em Aalsmeer nos Países Baixos as flores são comercializadas diariamente através de um leilão eletrônico. O leilão (veiling em neerlandês) é realizado na cooperativa Veiling Holambra, que é o principal centro de comercialização de flores e plantas do Brasil.
Turismo
Holambra é nacionalmente denominada a cidade das flores e recebeu o título de estância turística da EMBRATUR em 1.998. O município oferece aos seus visitantes um pouco da cultura dos Países Baixos através da arquitetura, artesanato, espetáculos de dança, música e gastronomia típicas.
Ao longo de cada ano, Holambra promove vários eventos, exposições e feiras temáticas. O município conta com vários hotéis, pousadas, chalés e área para camping.
Expoflora
A Expoflora, realizada anualmente desde 1.981 sempre no mês de setembro, é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina. Este evento atrai anualmente aproximadamente 300.000 visitantes. O objetivo principal da Expoflora é o resgate de aspectos culturais e sociais da Comunidade de Holambra, além da divulgação do trabalho desenvolvido pelos filhos dos primeiros imigrantes nas atividades rurais no município.
Em sua primeira edição atraiu mais de 12.000 pessoas em um único final de semana. Com o passar dos anos, a Expoflora se transformou na maior manifestação cultural da imigração Holandesa e na maior festa de flores e plantas da América Latina.
Toda Comunidade está envolvida, direta ou indiretamente no evento que projetou nacionalmente a cidade de Holambra e de forma decisiva contribuiu com a elevação do município à categoria de Estância Turística do Estado de São Paulo. O principal objetivo da Expoflora nos dia de hoje, continua sendo a divulgação da Cultura Holandesa nas mais variadas formas, através das danças típicas, da culinária, do artesanato holandês, da música entre outras.


O evento conta com Exposição de Arranjos Florais, Mostra de Paisagismo e Jardinagem “Minha Casa & Meu Jardim”, apresentações de dança típica holandesa, restaurantes, lojas de souvenirs, Mini Sítio, Parque de Diversões, Museu Histórico Cultural, Desfile “Parada das Flores” e Chuva de Pétalas, além das novidades anuais.
Roteiro Rural de Holambra
Além da cultura holandesa, Holambra é conhecida como "Cidade das Flores". Para viver essa experiência, o visitante pode fazer o Roteiro Rural que se caracteriza por 05 propriedades com as mais diversas atividades de lazer e entretenimento. Esse roteiro oferece passeios equestres, visita á estufas de flores, saborear comida típica, cachaça artesanal e contato com animais e a natureza.
Entre várias opções, o turista pode começar o dia saboreando um cafezinho do fogão à lenha no Rancho da Cachaça, uma propriedade típica rural com pomar, horta orgânica, animais e belíssima vista panorâmica com destaque para o processo de produção de cachaça artesanal com direito a degustação. Em seguida podem conhecer todo o processo produtivo de flores e plantas ornamentais e se encantar com a variedade de cores das gérberas da Flora Diamante, uma propriedade integrante da Associação da Agricultura Familiar de Holambra voltada a produção de flores em vaso.
Finalizando o dia, pode-se ir ao Em Busca do Galope e fazer um passeio de charretes, trenzinho ou cavalgar em cavalos domados e mansos acompanhado por monitores observando o pôr-do-sol. Trilhas entre matas, produções agrícolas, campo de produção de rosas servem como cenário perfeito para um passeio inesquecível. Contamos ainda neste roteiro com o Osvaldo e Sia Camping e Pesca com seus 14 lagos bem mantidos e estrutura de alimentação para os pescadores de plantão passarem o dia por lá. E ainda o Sitio Estrela do Leste “Arurá” que encanta os pequeninos com alguns animais exóticos como cobras, jacaré de papo amarelo e até um urubu domesticado.
Moinho Holandês
O Moinho Holandês de Holambra, chamado Povos Unidos, com seus 38,5 metros de altura (9 andares)e pesando mais de 90 toneladas, é o maior moinho da América Latina. O moinho foi construído em 2008 de acordo com os moinhos na província Holanda do Sul. O Moinho Povos Unidos é uma réplica fiel de um tradicional moinho holandês moedor de grãos.
Roteiro Gastronômico
O Roteiro Gastronômico de Holambra foi desenvolvido para proporcionar experiências inesquecíveis que só podem ser vivenciadas em Holambra.
Uma gastronomia fina, internacional, com todo charme da cultura holandesa, com sabores, cores e aromas encantadores. A cidade convida seus visitantes a experimentar mais uma tradição turística, os sabores de Holambra, através do Roteiro Gastronômico composto por 13 estabelecimentos entre restaurantes, chopperias, cafés e confeitarias.

As mais variadas opções da cozinha holandesa, indonésia, árabe, italiana e brasileira em um único e completo "menu" desenvolvido para agradar os paladares mais exigentes. O turista pode retirar o folder do Roteiro Gastronômico no Portal Turístico de entrada da cidade ou no Moinho Povos Unidos. 
Holambra possuí escolas Municipais de Ensino Básico, Fundamental e Médio, bem como uma Escola Estadual com grandes resultados. Há também Escolas Particulares de Ensino Básico até o Ensino Médio.
Museu Histórico e Cultural de Holambra:
Expõe a história da imigração neerlandesa em Holambra através de um acervo de duas mil fotos antigas de Holambra e de máquinas agrícolas utilizadas pelos imigrantes no passado.
Outra característica marcante de Holambra, é o espírito associativista e cooperativista herdado dos imigrantes holandeses. No município existem diversas entidades associativistas e cooperativistas, todas voltadas aos interesses de seus habitantes.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Holambra


Holambra II é um distrito do município brasileiro de Paranapanema em São Paulo e uma colônia neerlandesa, fundada em 1.960. Seu nome é a junção de Holanda, América e Brasil. O distrito destaca-se pelo seu setor agrícola e é conhecida como a Capital da Tecnologia Agrícola. 

Superada as dificuldades na colônia Holambra I os colonos foram em busca de novas terras com objetivo de expandir a colônia. 
Após encontrar as terras no município de Paranapanema, os colonos estabelecem-se na Fazenda das Posses e fundam em 23 de dezembro de 1.960 a colônia Holambra II e a Cooperativa Agro Industrial Holambra.
A economia de Holambra II é baseada na agricultura, na pecuária e no turismo.
Rodovias
SP-270
SP-268

http://pt.wikipedia.org/wiki/Holambra_II
Castro é um município brasileiro do estado do Paraná. Às margens do Rio Iapó, tem um excelente potencial turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e às belezas próprias da região dos Campos Gerais).

Castro é o terceiro município mais antigo do estado do Paraná. A fundação do município de Castro ocorreu em 1.778. Castro foi caminho obrigatório para os tropeiros que iam de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo.


Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão do prefeito Dr. Lauro Lopes.
O artesanato local é bastante rico e variado, utilizando como matéria-prima argila, palha de milho, madeira, piri e lã de carneiro.

O prato típico é o "Castropeiro", uma homenagem aos tropeiros que colonizaram a cidade de Castro. Consiste no feijão tropeiro temperado, carne de gado e de porco, quibebe de abóbora, couve com torresmo acompanhado de pão caseiro.
O folclore manifesta-se através do Grupo Folclórico de Castrolanda formado em 1.952 que visa a apresentação de danças típicas tradicionais das diversas regiões da Holanda e do CTG Querência Campeira, que revive o folclore gaúcho.

O município possui um potencial hídrico representativo e de exuberante beleza, com inúmeros saltos, quedas e corredeiras, onde se destacam a queda do Pulo no rio Iapó, os saltos São João, da Cotia e das Andorinhas e as corredeiras do rio Guararema.
Prainha - Parque Balneário Dr. Libânio Estanislau Cardoso

Praia do rio Iapó, no perímetro urbano e com total infraestrutura de lazer. É um dos principais balneários fluviais do Paraná e, tornou-se um ponto turístico e de lazer, com cascata d’água, lanchonete, campos de futebol, quadra de esporte, churrasqueira, ringue de patinação etc.
Museu do Tropeiro
Criado pelas leis 13/75 e 71/76, a casa onde foi instalado o museu foi construída no século XVIII pela família Carneiro Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo. Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1.912, foi novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança a cinco herdeiros. Em 1.975, o imóvel pertencia à Leonilda Madureira e foi adquirido, por compra, pela prefeitura sendo submetido a restauração mediante orientação do Serviço do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente 400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_(Paran%C3%A1)
Castrolanda é uma colônia fundada por imigrantes holandeses (1.951 a 1.954) e que fica situada no município de Castro, no estado do Paraná. A atividade agrícola e pecuária leiteira são predominantes na colônia, sendo uma das mais importantes bacias leiteiras da região e uma considerável produção de grãos, principalmente soja e feijão. Tendo também uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, que leva o nome da colônia.
O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou a vinda de novos colonos para o Paraná, sendo que em 1.951, desembarcou no Rio de Janeiro um outro grupo de famílias holandesas. Castro foi o município escolhido e em 5.000 ha, às margens do rio Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes construíram estradas, casas além dos estábulos para os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu início à Cooperativa Castrolanda, que se desenvolveu apesar de todos os problemas de doenças, falta de assistência e dificuldades para adaptação dos imigrantes ao clima.
Para perpetuar as tradições e reviver a história, a comunidade criou em 1.953 o Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda, integrado por jovens descendentes, além do Museu dos Imigrantes, criado em novembro de 1.991, uma réplica das primeiras residências construídas pelos pioneiros da região, deixada transparecer através dos móveis e objetos doados pelas famílias de Castrolanda, para mostrar este pedaço do Paraná holandês.
No local também são expostos e comercializados artesanato e souvenirs da colônia e da Holanda.


Em Castrolanda situa-se um dos maiores moinhos de vento do mundo: inaugurado em 30 de novembro de 2.001, De Immigrant (O Imigrante) é um grande monumento de 26 metros de envergadura, possui duas mós conseguindo produzir até 3.000 kg de farinha de trigo, e mecanismos, engrenagens, pinos e encaixes feitos quase que totalmente em madeira.

O projeto é assinado e executado pelo arquiteto holandês Jan Heijdra, especialista em moinhos de vento, como homenagem aos imigrantes holandeses da década de 1.950 que colonizaram a região. O moinho é acionado pelo moleiro Rafael Rabbers - único operador de moinho de vento diplomado do Brasil -, que trabalhou na construção e posteriormente foi treinado para operá-lo. De Immigrant funciona perfeitamente e pode ser visitado por dentro até a cúpula. Além do moinho, a construção abriga salão de eventos, museu, restaurante, biblioteca e loja de artesanato.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castrolanda



Os criadores de gado holandês do Paraná  comemoraram com orgulho no dia 21 de junho último os 60 anos de fundação da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e a ampliação das instalações do laboratório de análise de leite da entidade, que ganhou mais 400 metros quadrados de área construída.
"Otimismo e esperança se traduzem nesta ampliação. Através dela nossos associados estão falando para toda cadeia produtiva: acreditem no melhoramento da qualidade do leite, acreditem no melhoramento de nossos rebanhos e de nossas indústrias e empresas parceiras. Vamos nos deixar contaminar pela visão do futuro desta entidade, vamos juntar nossas forças e fazer da pecuária leiteira o melhor negócio do campo no Brasil", conclamou Hans Jan Groenwold, presidente da entidade ao entregar aos associados as novas instalações da APCBRH.
"Estas ampliações eram fundamentais para obtermos a classificação ISO 17.025 e para que possamos continuar sendo um laboratório de referência do Ministério da Agricultura. A ampliação tem como principal objetivo atender a nossa visão futura: ser referência e solução na gestão, melhoramento e sustentabilidade da pecuária leiteira" disse o médico veterinário Altair Valotto, superintendente da APCBRH.

Fundada em 27 de março de 1.953 a APCBRH conta com o trabalho de 40 funcionários e estrutura física capaz de oferecer serviços com alto padrão de confiabilidade, tanto para o produtor rural quanto para a indústria do leite. Entre os serviços oferecidos destacam-se: registro de animais da raça holandesa, que assegura a identificação do animal e a evolução dos rebanhos. Com o registro o criador conhece a procedência e a genealogia do animal.
O documento fornece os dados de produção, conformação e reprodução, fundamentais para avaliação genética. A Associação é responsável pelo registro de 36% do rebanho holandês do país e possui um banco de dados com informações de 703 mil animais.
Os atos festivos culminaram com um grande jantar de confraternização num restaurante de Curitiba, que reuniu cerca de 350 associados e seus familiares e onde fez-se a entrega de troféus, medalhas e diplomas, com a entidade prestando homenagem e reconhecimento aos criadores que se destacaram nos ano de 2012 pela performance de seus animais em tipo e produção.
Foram premiadas 182 vacas Excelente, 342 vacas Muito Boas, 9 vacas recordistas nacionais homologadas, 6 Melhores Médias de Contagem de Células Somáticas, 13 Criadores Supremos, Maior Produção Vitalícia, Maior Produção Vitalícia de Gordura e Maior Produção Vitalícia de Proteína. Os criadores cujos animais ultrapassaram a produção de 100.000 kg de leite receberam homenagem especial de uma empresa de genética.
http://www.castrolanda.coop.br/negocios-leite/apcbrh-festeja-60-anos-amplia-laboratorio-e-homenageia-associados-10803


Carambeí é um município brasileiro do estado do Paraná.
O nome Carambeí significa "rio das tartarugas" e é a junção de carambé (carumbé) que significa tartaruga e que significa rio na língua guarani.
Até o princípio do século XX, sua história se confunde com as histórias de Castro e de Ponta Grossa. Sua posição estratégica, bem no meio do antigo Caminho das Tropas, permitiu que Carambeí se desenvolvesse como um grande polo produtor de laticínios, sendo hoje uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. Possui grandes multinacionais, como BRF, fusão entre Sadia e Perdigão, Seara Alimentos do Grupo Marfrig e Batavo Rações das cooperativas Batavo, de fundação holandesa.



Os primeiros imigrantes neerlandeses chegaram em Carambeí em 1.911. Lá os imigrantes neerlandeses encontraram outros grupos de imigrantes que estavam construindo uma linha férrea para Brazil Railway Company.
Essa companhia queria desenvolver a nova área adquirida e entregava ao colono um lote de terra, uma casa, uma canga de bois e três vacas leiteiras.
Possui uma área é de 650 km². Localiza-se a uma latitude 24°44'04" sul e a uma longitude 50°05'49" oeste. Sua população estimada em 2.012 era de 19.163 habitantes.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carambe%C3%AD

Em 1.911 as primeiras famílias holandesas se  estabeleceram na região dos Campos Gerais. Vieram à procura de trabalho e se engajaram  no plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company, que vendia  terrenos a colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar.
O contrato de  trabalho incluía uma casa de morada, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras,  sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1.925, uma das primeiras  iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e  uma produção leiteira de 700 litros/dia, produzindo manteiga e queijo que eram  comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível  graças à união das quatro fabriquetas existentes, originando a Sociedade  Cooperativa Hollandesa de Laticínios.
História

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo, que hoje é conhecida nacionalmente no ramo de laticínios e frios. A partir de 1.943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu e iniciou-se o processo de diversificação da produção pecuária e a introdução da cultura mecanizada. Em 1.951, o setor de laticínios transformou-se na Cooperativa Central de Laticínios – CCLPL – hoje BRF - Brasil Foods S/A. Desde então, a Cooperativa Batavo focalizou apenas a produção agropecuária, buscando atender ao seu quadro social na comercialização, aquisição de insumos e assistência técnica, a fim de que o produtor pudesse centralizar sua atenção na produção. Desde a sua fundação, descendentes europeus e brasileiros fazem da Batavo um modelo de cooperativismo no país.
Na pecuária de leite, os associados mantêm um plantel de animais de alta produtividade, produzindo uma quantidade de litros por animal superior à média brasileira. Em conjunto com cooperativa co-irmã, a Batavo comercializa o leite resfriado a granel através de um pool de comercialização, objetivando maior volume de leite para conseguir melhor preço no mercado. A qualidade do rebanho da região movimenta o mercado na compra de animais de excelente valor genético. Os associados suinocultores contam com um plantel de criadeiras com excelente nível genético, colocando no mercado uma grande produção de suínos vivos para abate. A industria de rações, totalmente informatizada, com equipamentos de última geração, produz rações peletizadas e fareladas, para bovinos, suínos, aves e outros. Utilizando uma diversidade de matérias-primas, a Batavo oferece aos associados e terceiros um produto de qualidade, com ótima relação custo/benefício.
http://www.batavo.coop.br/site/
Com belas paisagens, a região de Carambeí agora visa também o Turismo, combinando a tradição dos tropeiros, uma cultura rica no Sul, e a cultura holandesa, sempre preservada pelos imigrantes, tanto na arquitetura, quanto nos jardins, na culinária, no artesanato e no folclore. A mesa é sempre farta, com a influência européia predominando nas tortas, no café colonial, nos pães e bolachas confeitadas e temperados com especiarias.


Há sempre uma presença de sabores da Indonésia, tradição na Holanda há séculos. Além de ser um dos pólos com concentração do melhor gado leiteiro do Paraná,  Carambeí integra a maior bacia leiteira do Estado e também tem destaque na criação de aves e suínos, abatidos e industrializados no próprio município.

O parque industrial conta com empresas de grande porte e renome internacional, como a BRF Brasil Foods, que industrializa produtos da marca Batavo, Perdigão, Elege, entre outros. Os setores de rações, tratamento de resíduos, indústrias madeireiras e incubatórios de aves também integram o setor industrial.

http://www.bemparana.com.br/noticia/185195/carambei-comemora-um-seculo-de-holanda-no-parana


Os alemães

Blumenau é um município da microrregião homônima, na Mesorregião do Vale do Itajaí, no estado de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil. É a cidade-sede da região metropolitana do Vale do Itajaí. É a terceira cidade mais populosa do estado, a 11ª da Região Sul do Brasil e única cidade média-grande de Santa Catarina, constituindo um de seus principais polos industriais, tecnológicos e universitários.
Foi fundada pelo filósofo e farmacêutico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, que chegou em um barco via Rio Itajaí-Açu acompanhado de outros dezessete colonos compatriotas. Este desembarcou à foz do Ribeirão Garcia em 2 de setembro de 1.850 e dividiu o território em lotes para que os colonos pudessem edificar suas moradias, majoritariamente casas feitas com a técnica construtiva enxaimel. O intervalo ocupado entre a foz dos ribeirões Velha e Garcia definiu o atual centro da cidade.
A cidade possui uma agenda cultural focada nas festas baseadas no cotidiano e hábitos dos imigrantes europeus, destacando-se a colonização alemã, com a Oktoberfest, a segunda maior festa sobre cerveja do mundo, que, em 2.012, acontece entre os dias 10 e 28 de outubro , e o stammtisch, tradicional reunião de associações na Rua 15 de Novembro. O núcleo italiano da população realiza a Festitália, além de ainda ocorrerem reuniões do Centro de Tradições Gaúchas e diversas outras manifestações das culturas europeia e brasileira. Apesar de ser minoritário, o turismo comercial acha seu nicho na Texfair, feira têxtil reconhecida mundialmente.
Blumenau tem destaque nacional em diversos setores da economia, sobressaindo-se informática e particularmente indústria têxtil — com empresas de porte nacional e internacional, como a Companhia Hering, a 16º maior do estado, e a maior produtora de etiquetas do mundo, Haco. Nota-se também a relevância regional do setor de serviços e comércio; nomeadamente saúde e educação, com seus cinco hospitais e a universidade de Blumenau, além de abrigar três shopping centers. Apesar dos problemas urbanos de poluição da água e do ar e do déficit habitacional, com mais de uma dezena de favelas, Blumenau conta com um dos maiores índices de desenvolvimento humano do Brasil e uma cobertura vegetal crescente, sediando o Parque das Nascentes, maior parque natural municipal do país, e o Parque Nacional da Serra do Itajaí.
Blumenau foi fundada em 1.850 pelo farmacêutico alemão doutor Hermann Bruno Otto von Blumenau. Chegou ao terreno original da cidade acompanhado de outros 17 imigrantes alemães, que ergueram as primeiras estruturas da futura colônia. A região era habitada pelos povos indígenas Kaigangs, Xoklengs e Botocudos, que tiveram suas terras usurpadas pelo processo de ocupação dos imigrantes — agora, estes ficam restritos à reservas indígenas de José Boiteux, ex-território de Blumenau.

Nas décadas seguintes, novas correntes de imigrantes agricultores chegaram da Alemanha, recebendo lotes em áreas estratégicas do ponto de vista geográfico, mas distantes do centro da colônia, iniciando assim os primeiros núcleos de ocupação que originaram os bairros de Blumenau e as sedes de distritos — futuras cidades desmembradas.

Em 1.860, o doutor Blumenau vendeu suas terras para o Governo Imperial, que ficou incumbido da consolidação dos assentamentos, mas permaneceu no cargo de diretor da Colônia de Blumenau. À época de sua elevação à município, fato que se deu em 4 de fevereiro de 1.880 (desmembrado de Itajaí), era residência de inúmeras pessoas de importância regional, nacional e internacional.
Apesar de figurar no quarto lugar entre as maiores economias de Santa Catarina, atrás de Joinville, Itajaí e Florianópolis, possui uma forte influência no estado, pois junto com Joinville e Itajaí, são os maiores centros industriais de Santa Catarina.
A principal atividade econômica de Blumenau é a indústria têxtil, responsável por fabricantes de grande porte como a Cia. Hering, a Dudalina, a Karsten, e a Teka.
Além de médias e pequenas empresas de destaque nacional. Devido a esse caráter da região, possui ainda empresas como a Haco Etiquetas, fazendo da cidade a maior produtora mundial de etiquetas. Blumenau se destaca ainda em outros setores industriais, como a metalúrgica, mecânica e de material elétrico, e é o maior pólo produtor de transformadores do Brasil. Consolidando sua economia diversificada.




Outro setor de destaque é o de informática, sendo a cidade-sede do chamado Vale do software e pioneira do setor no estado, tendo muitos softwares líderes em seu segmento, alguns dos quais nascidos na Blusoft, incubadora de empresas do setor.
Um mercado novo, mas em rápida expansão é a produção de cervejas artesanais, como a Eisenbahn e a Bierland.
Conta com uma economia vigorosa, reforçada por um forte comércio, prestação de serviços e turismo de eventos, contando com feiras de projeção internacional, que geralmente são realizadas na Vila Germânica.




A Oktoberfest de Blumenau é um festival de tradições germânicas que ocorre na cidade de Blumenau, Santa Catarina durante o mês de Outubro. Ela é uma das celebrações que surgiram no mundo similares à Oktoberfest de Munique, na Alemanha.

Em alemão, "Oktober" significa outubro, e "Fest", festa ou festival.
No Brasil além das que ocorrem em Blumenau, as "Oktober" ocorrem também em Igrejinha e Itapiranga em Santa Catarina, em Marechal Cândido Rondon e Rolândia no Paraná, em Santa Cruz do Sul e São Lourenço do Sul no Rio Grande do Sul, São Paulo em São Paulo e entre outras cidades. Em Santa Catarina também existem outras inúmeras festas alemãs no mês de outubro, como a Fenarreco em Brusque, a Bierfest em Joinville, a Schützenfest em Jaraguá do Sul, a Kegelfest em Rio do Sul.




É considerada uma das maiores festas alemãs das Américas, a maior festa germânica do Brasil, e é uma das maiores Oktoberfest do mundo, junto da Oktoberfest de Kitchener-Waterloo no Canadá e atrás da original de Munique.

A Oktoberfest de Blumenau é realizada no Parque Vila Germânica, localizada no Bairro da Velha, com duração de 18 dias.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Blumenau
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oktoberfest_de_Blumenau


A Colônia São Leopoldo se refere ao período em que São Leopoldo (cidade do Rio Grande do Sul) ostentava o título de colônia, recebendo imigrantes alemães para colonizar suas terras. Esse período foi entre os anos de 1.824 e 1.846.
A Colônia São Leopoldo abrangia uma região que ia de Sapucaia do Sul até Caxias do Sul e de Taquara até Montenegro (cidades do Rio Grande do Sul). Essa área era muito maior do que é atualmente o município de São Leopoldo.

O primeiro período da imigração ocorreu de 1.824 a 1.830, quando entraram na colônia 4.856 pessoas, sendo que os primeiros 39 imigrantes alemães chegaram à Colônia de São Leopoldo em 25 de Julho de 1.824.

Com a chegada de sucessivas levas de imigrantes, a colônia cresceu rapidamente, e em 1 de abril de 1.846, São Leopoldo foi elevada à categoria de Vila e desmembrada de Porto Alegre.
São Leopoldo é um município da Microrregião de Porto Alegre, na Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
Foi habitada por índios carijós e por imigrantes açorianos. Era um vilarejo conhecido como Feitoria do Linho-cânhamo quando chegaram os primeiros 39 imigrantes alemães à região, em 25 de julho de 1.824, enviados pelo imperador brasileiro Dom Pedro I para povoá-la.
A desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo fora um estabelecimento agrícola do governo onde eram produzidas cordas, mas que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores.
Essa feitoria localizava-se à margem esquerda do Rio dos Sinos. A data de 25 de julho de 1.824 passou a ser considerada a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi batizado "Colônia Alemã de São Leopoldo" em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de dom Pedro I.
Nesta época, era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo.
Durante a Revolução Farroupilha, a colônia ficou dividida entre os imperialistas liderados por Daniel Hillebrand e os revolucionários liderados por Hermann von Salisch. Nesta época a colônia prestou suporte à Porto Alegre sitiada provendo a cidade com suprimentos transportados em barcas pelo rio dos Sinos.




O município de São Leopoldo está situado entre os dez mais expressivos no produto interno bruto do Rio Grande do Sul, e possui um diversificado parque industrial globalizado, além de expressivo setor comercial e de serviços. Há diversas líderes mundiais multinacionais instaladas na cidade, como as alemãs Stihl, SAP, Ensinger e Gedore. É uma das 50 melhores cidades do país para se viver.


Situa-se também, na cidade, o maior polo de informática do estado do Rio Grande do Sul, vinculado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos.







http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Leopoldo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_S%C3%A3o_Leopoldo


Os árabes

A imigração árabe no Brasil tem início com a chegada de imigrantes árabes que começaram a desembarcar no País em fins do século XIX. No início do século XX, esse fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar importante.
Atualmente, 15 milhões de brasileiros possuem ascendência árabe. A maioria é de origem libanesa (10 milhões), enquanto o restante é, predominantemente, de origem síria e palestina. Ha ainda presença de egípcios, marroquinos, jordanianos e iraquianos
O Imperador D. Pedro II, após efetuar uma viagem diplomática ao Oriente Médio, mostrou-se fascinado pela cultura local e pela cordialidade do povo árabe. Consta que, por meio do Imperador, as primeiras levas de imigrantes árabes foram atraídas para o Brasil.
Há séculos dominados pelo Império Turco-Otomano, os árabes viram na emigração uma forma de fuga da violenta dominação turca. Os turcos, de fé islâmica, perseguiam as comunidades cristãs árabes. Em fins do século XIX os árabes cristãos, em sua maioria partindo da Síria e do Líbano, passaram a se espalhar pelo mundo: os destinos principais foram a América do Norte, América do Sul – em especial, o Brasil.
O Brasil era um país quase desconhecido no mundo árabe. Os imigrantes apenas sabiam que estavam indo para a América e, por muitas vezes, imaginavam estarem indo para os Estados Unidos. Ao chegar ao Brasil, muitos árabes se chocaram ao descobrir que estavam, de fato, aportando na América do Sul.
As primeiras levas significativas de imigrantes árabes começou oficialmente no Brasil por volta de 1.880, com uma leva de libaneses. Calcula-se que, até o ano de 1.900, chegaram ao Brasil 5.400 árabes. Os problemas sócio-econômicos agravados no Oriente Médio no início do século XX fizeram crescer a emigração em direção ao Brasil: no ano de 1.920 viviam no País pouco mais de 50 mil árabes.
Diferentemente de outras correntes migratórias, os sírios-libaneses, não vieram para trabalhar em lavouras, começaram a vida, em sua maioria, como mascates e com o tempo se tornavam grandes varejistas e industriais. Espalhados por todo país,se concentram em maior parte na região Sudeste, onde estão ligados ao desenvolvimento econômico de todo o país.
Foz do Iguaçu é considerada uma das cidades mais multiculturais do Brasil, onde mais de 72 grupos étnicos estão presentes na população, provenientes de diversas partes do mundo. Os principais grupos étnicos de Foz do Iguaçu são italianos, alemães, hispânicos (argentinos e paraguaios), chineses, ucranianos, japoneses, e libaneses, que possuem na cidade, a segunda maior comunidade libanesa do Brasil. Em termos proporcionais, possui a maior comunidade islâmica do Brasil.

A culinária libanesa também recebe o seu destaque em Foz do Iguaçu, que possui vários estabelecimentos neste segmento, com destaque para o shawarma, um sanduíche feito com carne ou frango, muito apreciado por moradores e turistas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1rabe_no_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Foz_do_Igua%C3%A7u



A região da 25 de março em São Paulo abriga grandes redes de comércios árabes instaladas principalmente na própria 25, Ladeira Porto Geral e as ruas Basílio Jafet, Comendador Abdo Schahin, Barão de Duprat e Afonso Kherlakhin, esses locais contém vestígios do início da imigração no centro de São Paulo no fim do século 19.
Em depoimento a Metrô News, Samira Abel Osman professora de História da Ásia na Universidade Federal de São Paulo, (Unifesp), e especialista em comunidade árabe, alega que a pose da área da 25 de março foi devida aos terrenos serem mais baratos e facilitarem a chegada dos imigrantes.

Samira também afirma que sírios e libaneses não possuíam interesses em abrir lojas, a principio suas rendas eram adquiridas através do mascate essa pratica era bem comum até a 2ª Guerra Mundial em 1945.
Por fim no início do século 20 a comunidade árabe se destacava pelo oferecimento de apoio e grupos de famílias. O armarilho foi bastante usado pelos árabes para facilitar o trajeto de venda de cama, mesa e banho e outros itens, e foi assim que se deu o comércio atacadista e varejista da 25 de Março. Samira acrescenta também que os imigrantes eram do império Otomano com passaportes turcos.
http://rubibellydance.blogspot.com.br/2012/08/o-inicio-da-imigracao-arabe-na-25-de.html


O Hospital Sírio-Libanês é um dos mais importantes hospitais do Brasil e da América Latina e é resultado de uma ação filantrópica entre várias empresas.
O Hospital Sírio-Libanês é conhecido por suas práticas de vanguarda e excelência no atendimento. Suas ações sempre envolvem a humanização nas relações com pacientes.
Com 100 mil metros quadrados de área construída, cerca de 4,5 mil colaboradores - entre funcionários, equipe de enfermagem e médicos -, o Hospital Sírio-Libanês possui capacidade para realizar até 50 cirurgias por dia, cerca de 2 mil tipos de exames diagnósticos e acolher 300 pessoas em seus leitos. Está localizado na Bela Vista, a poucas quadras da Avenida Paulista.
Pioneiro na incorporação de tecnologias, o Hospital Sírio-Libanês atende mais de 40 especialidades e é referência mundial em suas competências.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_S%C3%ADrio-Liban%C3%AAs

O Club Homs é um grêmio associativo e recreativo da coletividade sírio-libanesa da cidade de São Paulo. O clube foi fundado em 2 de maio de 1.920 por 22 imigrantes oriundos da cidade de Homs, na Síria, com o objetivo de estabelecer um local de encontro para a comunidade, onde todos pudesses jogar taule (gamão) e dominó, além de ter notícias da cidade natal.
A sede do clube, comprada em meados da década de 1.940, está localizada na avenida Paulista número 735.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Club_Homs

Os judeus
O Brasil conta hoje com uma população de 107.329 Judeus sendo a segunda maior comunidade judaica da América Latina, perdendo apenas para a Argentina, e a décima primeira a nível mundial.
A imigração judaica no Brasil foi um movimento migratório do início do século XIX até a primeira metade do século XX, especialmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.
Somam hoje mais de 100 mil praticantes do Judaísmo no Brasil, sendo o número de ascendentes não muito exato. O judeu brasileiro é um brasileiro que possui ascendentes e/ou crença judaica. Também são consideradas judeus brasileiros as pessoas nascidas no exterior mas radicadas no Brasil.
Uma nova onda de imigrantes judeus, sefarditas, começou a chegar ao Brasil em 1.810, vindos principalmente do Marrocos, estabelecendo-se na Amazônia, principalmente em Belém, onde fundaram em 1.824 a mais antiga sinagoga em funcionamento no Brasil e, em 1.848, o primeiro cemitério israelita do país; e em Manaus, onde chegaram em 1.880. Boa parte dos que chegaram no final do século vinham em função da época dourada da borracha, e sua vinda foi financiada pelos que já estavam na região. Cametá, no interior do Pará, chegou a ter metade de sua população branca constituída de sefarditas.
As famílias mais ricas mudaram-se para o Rio de Janeiro com o declínio da borracha. Ainda assim, a grande assimilação que tiveram na região, envolvendo também sincretismo religioso, fez com que a proporção de descendentes de judeus entre a população branca da Região Norte (amplamente de sefarditas) seja a maior do país.
A Sinagoga Kahal Zur Israel localiza-se na cidade do Recife, no estado de Pernambuco, no Brasil. Suas instalações compreendem hoje o Centro Judaico de Pernambuco, no bairro do Recife, no centro histórico da cidade.

A Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel) foi a primeira sinagoga das Américas. Funcionou em Pernambuco durante o período de dominação holandesa(1.630 a 1.657). 
Durante esse período emigraram para o Recife milhares de judeus sefarditas de origem portuguesa, refugiados nos Países Baixos, que vieram para a então colônia holandesa atraídos pela liberdade de culto religioso. Seu primeiro rabino foi o luso-holandês Isaac Aboab da Fonseca. Derrotados na Batalha dos Guararapes, as famílias judias retornaram para a Holanda a bordo do navio Valk. O desembarque ocorreu em Nova Amsterdã, atual Nova York, onde os judeus formaram a Congregação Shearit Israel, a primeira comunidade judaica da América do Norte.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_judaica_no_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinagoga_Kahal_Zur_Israel

O Hospital Israelita Albert Einstein é um hospital brasileiro, localizado no distrito do Morumbi, zona oeste da cidade de São Paulo.
Foi fundado pela comunidade judaica da cidade de São Paulo em 4 de junho de 1.955. É uma das unidades de saúde mais conhecidas do Brasil pela qualidade de atendimento e pelos equipamentos e especialidades médicas de que dispõe para tratar os principais tipos de patologias. Possui um programa de assistência social na comunidade de Paraisópolis, próximo ao hospital.
Tem mais de 6 mil médicos cadastrados, sendo o hospital privado mais moderno da América Latina. Em 1.999 tornou-se a primeira instituição de saúde fora dos Estados Unidos a ser reconhecida pela Joint Commission International (a certificadora de serviços de saúde mais importante do mundo).
Considerado um dos melhores hospitais da América Latina, configura-se como um complexo de saúde cujo foco de atuação está nas áreas da medicina de alta complexidade.



Por isto, se tornou referência na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças na área da cardiologia, oncologia, ortopedia, neurologia e cirurgia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital_Israelita_Albert_Einstein


Fontes : além das já citadas










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